|
PERGUNTAS MAIS FREQUENTES - Eu tenho um filhotinho que ainda não tomou todas as vacinas. Posso levá-lo comigo para viajar? O ideal seria você não levar o cachorro até ter terminado todo o protocolo vacinal. Se o destino for perto, o dono pode até levar o animal consigo mas não pode deixá-lo sair de casa ou entrar em contato com outros animais, em hipótese alguma. Para viagens de avião ou ônibus, não é permitido que o animal embarque sem ter a carteira de vacinação em dia. 2- Ele adora viajar com a cabeça para fora do carro, isso tem algum problema para a sua saúde? A maioria dos cães adora viajar com a cabeça para fora do carro porque gostam da sensação do "vento no rosto". Mas é desaconselhável devido a segurança (seu animal pode ser atingido por pedras ou objetos que podem ser jogados na estrada de maneira proposital ou não) e o vento em alta velocidade pode causar problemas no ouvido e nos olhos, além de resfriados e falta de ar pela ingestão de poeira. 3- Toda a vez que o meu animal viaja de carro, fica muito estressado, ofegante e até vomita. O que eu tenho que fazer para isso não acontecer? Isso é muito comum acontecer especialmente em filhotes que não estão acostumados a andar de carro. Os animais acabam tendo enjôos devido ao movimento causado pelo carro em andamento. Toda vez que for andar de carro com o animal, deixe-o em jejum alimentar por pelo menos 3 horas. “Podemos também medicá-lo para evitar os vômitos ou sedá-lo de maneira leve, assim seu amigo ficará calmo e evita o estresse causado pela viagem. Mas nada melhor do que condicioná-lo desde filhote a andar de carro. O importante é fazer com que o pequeno perca o medo”. Se seu filhote tiver pavor de carro, vá devagar: comece colocando-o no carro parado. Só fique no interior brincando com ele. Assim que perceber que ele está à vontade, pare o treinamento e faça o mesmo no dia seguinte. Dicas para levar seu filhote para passear no carro: - Coloque o animal em uma caixa de transporte e a prenda no cinto de segurança. Ligue o motor do carro, e faça um passeio curto. Normalmente o fato de ele estar dentro da caixa de transporte fará com que ele não fique com tanto medo. - Coloque a caixa no chão do carro, pois isso fará com que ele não perceba exatamente o que está acontecendo, e fará com que ele reaja bem ao passeio. - Se a caixa de transporte for muito grande para ser colocada no chão você pode fixá-la entre os bancos traseiros e dianteiros, ou ainda prendê-la com o cinto de segurança. - Comece com passeios curtos, para que seu cão não se canse. - Procure fazer os passeios em horários frescos, pois os cães costumam sentir bastante calor no carro. Se o seu carro tiver ar condicionado, deixe o interior do carro com uma temperatura mais fresca, pois seu cão irá se sentir muito melhor. - Não se preocupe se seu cão começar a respirar de forma bastante ofegante e até mesmo babar um pouquinho durante o passeio de carro. É normal! - Se você for fazer uma viagem com seu cão, tenha em mente que serão necessárias paradas para dar água e para que o cão possa fazer xixi ou cocô. O local das paradas deve ser bem escolhido. De preferência, pare apenas em postos de gasolina e/ou postos rodoviários. Evite parar no acostamento porque o movimento dos carros pode assustar seu amigo. 4- Eu posso deixar meu animal entrar na piscina? A água com cloro pode fazer mal para ele? Praticamente todo cão pode gostar de se exercitar na piscina. A espécie canina aceita com facilidade as atividades aquáticas. Tanto que nadar faz parte das funções principais de várias raças, mas qualquer cão só vai gostar de natação se a prática for associada a algo prazeroso e jamais a traumas. O ideal seria o animal entrar numa piscina sem cloro, pois este pode causar irritação dos olhos, pele e ouvidos. Toda a vez que o seu animal entrar na piscina, aplique após a sua saída um ceruminolítico (gel para limpeza dos condutos auditivos), e de preferência seque sua pelagem e pele com secador, já que essa predisposição pode causar problemas como micoses. 5- Vou viajar com meu pet de avião. Que cuidados devo tomar? Para viajar para o Exterior é necessário um CZI (Certificado de Zoosanitário Internacional) emitido pelo Ministério da Agricultura gratuitamente, nos aeroportos internacionais. Dependendo do seu destino, você deve estar atento às normas e procedimentos para emissão de documentação de embarque para pequenos animais com destino a países da Comunidade Européia exceto Reino Unido* Antes de viajar: - consulte a Embaixada ou Consulado do Pais para onde você vai levar seu pet - consulte as condições de transporte e exigências de cada Cia aérea, marítima ou rodoviária Desembarque internacional: - o animal que irá desembarcar no Brasil deverá portar o CZI emitido por médico veterinário oficial do Ministério da Agricultura do país de origem - portar comprovante de vacinação anti-rábica (deve ter sido aplicada há mais de 20 dias e menos de um ano) Estes documentos exigidos para trânsito internacional deverão ser apresentados junto com o animal aos médicos veterinários do Ministério da Agricultura na área da Alfândega para vistoria e posterior emissão de termo de liberação. Na falta de qualquer um dos documentos exigidos para o trânsito internacional o animal será devolvido à origem sob a responsabilidade da companhia aérea transportadora. Embarque e desembarque doméstico: - para transportar seu animal de um estado ao outro é necessário o GTA - Guia de Trânsito Animal - este documento pode ser emitido tanto pelo Ministério da Agricultura (gratuitamente) ou por médicos veterinários particulares, credenciados pelo Ministério da Agricultura e do Abastecimento Para a emissão do GTA é necessário: - exame do animal pelo médico veterinário credenciado que emitirá o documento; - apresentação do comprovante de vacinação anti-rábica (deve ter sido aplicada há mais de 20 dias e menos de um ano), assinado por médico veterinário. Dados obrigatórios do comprovante de vacinação: etiqueta da vacina constando o laboratório produtor, o tipo e o número da partida. IMPORTANTE: Validade do GTA: 03 (três) dias para todo o território nacional. OBSERVAÇÃO: Para animais da Fauna Brasileira deve ser seguido o mesmo procedimento porém, acrescido de um parecer (autorização) do IBAMA - http://www.ibama.gov.br Com este documento em mãos deve-se tomar as mesmas providências para embarque de cães e gatos. Para animais de grande porte entre em contato com o Ministério da Agricultura pois, o procedimento é mais complexo. 6- Estou em um sítio com meu bichinho e há dois dias ele não come. Isso é normal? É muito comum os animais estranharem um ambiente novo, a causa pode ser por medo do ambiente diferente ou até mesmo devido ao estresse da viagem. Se seu pet não está acostumado a freqüentar ambientes diferentes da casa dele, esse é um dos motivos da falta de apetite. Ele vai se adaptando aos poucos mas você pode usar alguns truques para tornar a refeição mais saborosa. “Você pode amolecer a ração com água morna, dar ração na boca do animal, e em último caso um franguinho cozido na água sem sal, sem óleo, para agradar seu amigo”. 7- Sei que não devo levar meu cachorro para a praia mas ele não pode nem dar uma volta na areia? Esse contato com areia e brisa do mar pode fazer mal ao meu amigo? O certo é não levar seu cão para passear na praia. Muitas pessoas adoram levá-los para brincar e entrar no mar, outras detestam vê-los na areia. Isso é proibido por lei e você pode ser multado (R$ 600,00 é o valor da autuação). Uma das doenças transmitidas através do contato com as fezes de cães e gatos infectados, e freqüentemente adquirida por pessoas na praia é a Larva Migrans Cutânea, mais conhecida como "Bicho geográfico". Para prevenir a possibilidade do seu animal transmitir essa doença, ele deve ser submetido a exames de fezes a cada 6 meses e vermifugado se necessário. Recolher as fezes do seu animal em praças, parques, jardins e praia, também ajuda a evitar o problema. 8- Ouvi dizer que antes de viajar para praia ou campo devo vacinar meu cachorro contra um determinado mosquito. Isso é verdade? Em todo o litoral brasileiro é comum uma doença chamada Dirofilariose causada por um parasita transmitido pela picada do mosquito, e que atinge o coração do animal. É uma doença parasitária cardiopulmonar fatal para os cães e gatos, considerada atualmente como um dos grandes problemas clínicos. A melhor maneira de se evitar é prevenir através de drogas que matam as pequenas larvas. Como a dirofilariose está presente em áreas litorâneas, animais que habitam ou freqüentam o litoral devem receber o tratamento preventivo desde filhotes. O medicamento é dado mensalmente, por via oral. 9- No sítio em que vamos passar alguns dias já existe um cachorro. Qual a melhor maneira de apresentar os dois cães sem causar atrito? A melhor maneira é sempre em "doses homeopáticas"! Tem animais que se dão bem e outros que são um pouco mais temperamentais, podendo acontecer algumas brigas entre eles. Caso a apresentação entre eles não dê certo, o melhor é deixá-los separados, assim evita brigas e estresse entre os animais e seus proprietários.
|