| É durante o verão que os animais de estimação sofrem com pulgas, carrapatos (mesmo que em menor ocorrência), picadas de insetos, coceiras, queda de pêlos, queimaduras e, principalmente, hipertermia – aumento da temperatura do corpo. Quando as pulgas aparecem sempre dão muito trabalho e dor de cabeça. E o que você faz para acabar com elas? Banhos e remédios antipulgas? Essa combinação é importante, mas o que você não sabe é que a maior parte das pulgas (cerca de 95%) ficam no ambiente e não no animal. Por isso, o ideal é manter o local sempre arejado, livre de aglomerações principalmente de roupas, por exemplo, um ambiente quente e propício para a proliferação das pulgas. “Em casa é importante evitar muitos ambientes com carpetes e/ou tapetes. Pisos sem frestas e ‘frios’ bem rejuntados são recomendáveis. Também é uma boa opção trocar a casinha de madeira por uma de plástico, que facilita a limpeza”, explica Marcelo Quinzani, veterinário e diretor clínico do Hospital Pet Care, em São Paulo (SP). Menos comum nessa época do ano, mas nem tão escasso, há outra ameaça: os carrapatos. Por viverem em ambientes mais secos e abertos, são menos comuns no verão porém, merecem atenção. “Não é por preferir um ambiente mais seco que eles estejam descartados automaticamente. Esses parasitas pedem cuidados indispensáveis durante o ano todo", esclarece o médico. Ainda há outro problema, o de alergia a picadas de todos os tipos. Tanto de pulgas quanto carrapatos. “Se o seu pet for alérgico a algum desses parasitas, uma única pulga ou um carrapato pode causar coceira generalizada, que pode, inclusive, levar a um quadro mais grave”. Ainda, picadas de pernilongo podem provocar reação alérgica e formar feridas em regiões sem pêlo, como orelhas, olhos e focinho. Fique atenta! Cuidado com a hipertermia! Pouco conhecida pelos donos, a hipertermia, que é o aumento da temperatura corporal, prejudica mais os cachorros. É um dos quadros mais graves que ocorre nessa época do ano, já que, na maioria das vezes, o animal chega à clínica com temperatura muito elevada. A demora no socorro pode levar inclusive a óbito, por isso, é essencial que você observe as reações do animal. Respiração ofegante, inquietação, muita sede e cansaço podem ser sinal de alerta. Cães, diferentemente dos seres humanos (que liberam o calor interno suando), só conseguem se refrescar com a língua, por isso babam, tomam muita água e ficam ofegantes. Estresse, o forte período de exposição ao sol ou a permanência em ambientes quentes e úmidos são fatores que causam a hipertermia. O animal sofre com a dificuldade de equilibrar sua temperatura, portanto não deixe seu amiguinho exposto ao calor e à umidade. Sempre que você perceber que seu pet está ofegante, dê um banho de água fresca. Se ele voltar a sentir calor, leve-o para outro ambiente o mais rápido possível! Dicas importantes * Sabonetes, xampus, loções, sprays, coleiras e pour-on (pipeta colocada na nuca do animal) são algumas opções para prevenir o aparecimento de pulgas e carrapatos, além de evitar parasitas. Mas alguns componentes podem ser tóxicos, portanto não deixe de consultar um especialista, que avalia e indica o que for melhor para o seu pet; * É proibido levar animais à praia! Porque além de transmitir doenças para nós, eles também ficam doentes (com o verme do coração, que é transmitido por mosquito, por exemplo); * Evite exposição ao sol. O calor em excesso provoca a hipertemia, e os raios solares provocam câncer de pele e carcinoma solar (que afeta animais de pele despigmentada); * Evite passeios em horários quentes, dando preferência à manhã e ao fim de tarde; * Evite banhos quentes e o uso de secadores; * Realize tosa com certa freqüência; * Deixe água fresca sempre disponível; * Não faça longas viagens de carro com o pet, ao menos que o carro tenha ar condicionado; * E sempre dê atenção ao seu pet, evitando o estresse dele e percebendo quais as suas necessidades. |