Atenção com a saúde dos pets deve ser redobrada nos dias frios

Os pets também precisam de cuidados especiais nessa época fria do ano para ficarem protegidos contra as doenças típicas da estação. Os cães, na grande maioria, são bem adaptados ao clima da nossa cidade. Entretanto, “alguns de pêlo curto podem sentir mais frio nessa época do ano, necessitando de roupas adequadas, que podem ser encontradas em pets shops”, auxilia o veterinário, Rogério Lopes da Fonseca, da CliniPet.

Segundo a veterinária Glaucia Cristiane Feracioli, especializada em felinos, os gatos também sofrem com a queda das temperaturas. “Nessa época do ano o sistema respiratório é o mais afetado, tanto pela queda de resistência no organismo dos gatos, se submetidos à friagem, quanto pelo aumento da resistência de alguns vírus que sobrevivem mais tempo no ambiente, sobretudo quando o clima está mais seco e as temperaturas estão mais baixas”.

A falta de umidade também pode prejudicar cães e gatos, especialmente em Brasília, onde o inverno é muito seco. De acordo com Dr. Rogério, “o clima seco diminui a resistência local das mucosas do sistema respiratório do animal, tornando-o assim mais predisposto a infecções respiratórias. Com os filhotes o cuidado deve ser redobrado por eles ainda não terem toda resistência imunológica adequada”, orienta.

Dr. Rogério alerta que a doença mais comum em cães é a Tosse de Canis. A enfermidade tem como principais sintomas tosse seca, dificuldade de engolir os alimentos, febre e falta de apetite. “Não deixe a doença chegar a um estágio avançado para começar o tratamento. Já existe a vacina pneumodog, que protege os animais contra a doença. Porém, o animal deve ser avaliado por um médico veterinário para constatar se está em condições de receber a vacina”, informa o veterinário.

Para evitar esse tipo de doença, o Dr. Rogério faz duas recomendações simples, porém eficazes. “Procure levar os cães para pet shops nessa época do ano, em dias com menor movimento, pois a transmissão de doenças respiratórias se dá por contato direto com outro animal doente. E o contato entre cães em locais de alta densidade pode favorecer a disseminação de doenças”, aconselha Dr. Rogério. A outra recomendação é “manter uma dieta balanceada, com ração de boa qualidade. Isso evita redução da resistência imunológica dos cães”, finaliza.

Nos felinos, as doenças que mais atacam são a rinotraqueíte viral felina (RVF) e a calicivirose felina (CVF) - doenças respiratórias cujos sinais clínicos freqüentemente se confundem. Em função disso, são reunidas em um mesmo grupo referindo-se ao complexo respiratório viral felino (CRVF).

De acordo com a Dr. Gláucia, “os sintomas mais comuns do CRVF são febre, espirros, tosse, secreção nasal e ocular, anorexia e prostração. O calicivírus pode dar febre, anorexia, ulcerações na língua, palato e filtro nasal, periodontite, espirros, rinite, conjuntivite e secreção nasal e ocular leves.

A prevenção pode ser feita de maneira rápida, “com vacinação (tríplice felina), manutenção do ambiente físico limpo e ventilado, evitando a concentração de microorganismo que transmitem as viroses”, explica Dr. Gláucia.

Então, ficam as dicas para os donos de pets manter a saúde dos animais em dia: colocar roupas adequadas, evitar locais com grande número de animais, garantir alimentação saudável e nutritiva e procurar ajuda profissional assim que detectar algo de diferente no animal.

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